Reforma Tributária e Agro: o que vem por aí e por que o produtor deve agir agora
Desde a aprovação da Emenda Constitucional 132/2023 e da Lei Complementar 214/2025, o sistema tributário brasileiro mudará profundamente e o agronegócio não ficará de fora. A transição começa em 2026 e se estende até 2032. Ou seja, há tempo, mas é o momento de se preparar.
O que muda de verdade
O modelo tributário passará a adotar o Regime Tributário Único (RTU), que equiparará pessoas físicas e jurídicas. Isso significa que quem hoje está “no nome próprio” pode, pela lei, se tornar automaticamente uma empresa tributável.
O tributo de consumo tradicional será substituído por novos impostos, como IBS e CBS que incidem sobre todos os bens, serviços e até bens imateriais.
Fato gerador + base ampla = visibilidade total
A lei aumenta o alcance tributário: o “fato gerador” abrangerá praticamente todas as operações de venda, prestação de serviços, contratos, aluguel e outros. O sistema nacional de escrituração e de rastreamento fiscal vai tornar públicas (para o Fisco) operações que antes passavam despercebidas.
Isso exige que o produtor pense em controle de faturamento, classificação das atividades, documentação rigorosa. A regra será aplicada a todos, independentemente de porte da empresa.
Impacto no agronegócio: por que produtores e agroindústrias devem ligar o sinal de alerta
• O produtor que hoje vende “como pessoa física” pode ser automaticamente enquadrado como pessoa jurídica, com obrigatoriedades contábeis e fiscais.
• Quem comercializa mercadorias, presta serviços ou trabalha em integração com cooperativas/agroindústrias corre risco de ser tributado com base do novo regime, mesmo com faturamento considerado modesto.
• Há chance real de aumento de custo tributário se a atividade não for bem planejada.
• Documentação e controle fiscal se tornam essenciais: notas, contratos, movimentações financeiras.
“Tem gente que pensa que em 2026 não haverá muita carga, mas a reforma envolve muito mais do que alíquota. Ela traz obrigações que vão impactar quem acredita que nada vai mudar.” — André Henrique Lemos, advogado.
O problema da espera
Adiar essa preparação pode ser grave. Sem estudo prévio, o produtor corre risco de:
• pagar tributo errado ou maior que o necessário;
• ser autuado por falhas na documentação;
• perder competitividade por não entender o novo regime;
• enfrentar dificuldades financeiras por má gestão tributária.
“A reforma exige uma mudança de postura do produtor. Não é só tributo: envolve planejamento, organização dos documentos, controle gerencial e decisões estratégicas para atravessar a transição até 2033 com segurança.” — Emerson Cardozo Gava, contador.
O papel do planejamento: não dá pra improvisar
A transição vai gerar grande demanda profissionais especializados no agro. Será essencial:
• revisar cada contrato, cada fluxo de venda ou serviço;
• reorganizar o negócio conforme o novo regime;
• decidir se vale adotar o novo regime ou manter regime anterior (quando for possível);
• implementar controles administrativos e fiscais.
“A reforma tributária veio para ficar. Entramos numa transformação que vai durar anos, qualquer atividade econômica será impactada.” — Werinton Garcia Moreno, consultor e CEO da Garcia & Moreno Consultoria Corporativa.
Por que vale a pena buscar assessoria especializada
Com o novo sistema, o risco de erro aumenta. A burocracia será maior e a margem de manobra menor. Um bom planejamento tributário previne problemas, evita custos desnecessários, e permite que o produtor se adapte com segurança.
A transição não é opcional, mas a forma como você encara a mudança pode fazer toda diferença. Conte com a assessoria especializada da equipe da Merlo!